Porque as ONGs são importantes

As primeiras “Organizações Não Governamentais” que surgiram no mundo estavam antecipando uma realidade. Na época não havia qualquer legislação a respeito. Elas estavam revelando algo que pouca gente percebia: os governos não conseguem mais atender a todas as demandas da sociedade. Ou seja, o Estado já não atende a tudo o que se espera dele. Neste vácuo, surgiram as ONGs, voltadas para questões da sociedade. São chamadas de “terceiro setor” e não visam ao lucro.

Existem ONGs humanitárias que atuam em nível mundial. As mais respeitadas são os “Médicos Sem Fronteiras”, com trabalho notável em países atingidos por guerras. Também temos a “WWF” e o “Greenpeace”, corajosas entidades dedicadas à defesa do meio ambiente. Famosas também são a “Save the Children” e a “Cruz Vermelha”, empenhadas em ajudar povos atingidos por conflitos armados.

Entre as brasileiras estão a SOS Mata Atlântica, que conseguiu reduzir em 80% o desmatamento em sua área de atuação. Famosas também são a AACD (defende pessoas com deficiências), a Transparência Brasil (faz vigilância nas contas públicas), a Fundação Abrinq (crianças e adolescentes), o IPAM (pesquisa ambiental e de agricultura sustentável na Amazônica), a Vetor Brasil (desenvolvimento de profissionais da área pública), a AKATU (educação para o consumo consciente) e a ABRACE (crianças com câncer e hemopatias), entre tantas outras.

***

De fato, são milhares e reúnem grande número de pessoas (a maioria voluntárias) para atuação em áreas onde o Estado está ausente ou quase ausente. Por isso mesmo muitas recebem dinheiro público e também de empresas e particulares. As ONGs são um fenômeno mundial. Suas áreas principais de atuação são o atendimento à pobreza, a deficientes físicos, a refugiados de guerras, defesa do meio ambiente, crianças órfãs ou abandonadas, combate ao câncer e outras doenças, educação e cultura, assim por diante. Há até ONGs que se dedicam à pesquisa científica na área de saúde.

***

Quando alguém, ou alguma autoridade, ataca as ONGs, confesso que eu subo nos tamancos (como dizia minha avó). É fácil atacar as ONGs. Difícil mesmo é trabalhar numa delas ou reconhecer sua importância social. Sugerir, por exemplo, que ONGs que defendem a natureza tacaram fogo na Amazônia é, no mínimo, uma estupidez.

Se eventualmente — o que de fato pode acontecer — a entidade está fazendo uso incorreto do dinheiro público (quando recebeu dinheiro público, é claro), cabe ao Estado fiscalizar, não é mesmo? É por isso que contratos são firmados justamente para que elas trabalhem, sob regras legais, numa área onde o Estado é omisso.

***

Numa comparação bem singela, aqui em Santa Rosa temos entidades que atuam socialmente e que têm perfil de ONGs, como a APAE, a ADEFISA, a APADA, a APROMES, a APADEV, o CASF e o CRENOVI (esqueci alguma?). 

Você percebe a importância delas?