Cidades Inteligentes

O conceito de smart cities, ou cidades inteligentes, cresce a passos largos. Podemos dizer que as cidades inteligentes são aquelas que investem em capital humano, social e
utilizam a Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) para melhorar a sua gestão e propiciar aos seus cidadãos uma melhor qualidade de vida. Confira cinco características mais exploradas nestes espaços, segundo o Instituto das Cidades Inteligentes (ICI).

Mobilidade

Cidades inteligentes incorporam a tecnologia nos meios de transporte para facilitar a vida dos cidadãos e permitir mais acessibilidade. Com mais conectividade e sensoriamento o gestor consegue monitorar e controlar o tráfego, avaliar os deslocamentos de veículos e pessoas em tempo real, suas tendências, podendo assim melhorar o planejamento e gestão da mobilidade urbana. Além disso, buscar modelos sustentáveis e seguros de ir e vir também fazem parte do processo como, por exemplo, o uso de veículos híbridos.

População

O acesso à saúde, segurança e educação de qualidade para os habitantes é algo primordial nas smart cities. A participação cidadã engloba diferentes formas de atuação: social, política, cultural, econômica. “O principal objetivo é ter uma governança mais participativa, onde gestor e cidadão caminham juntos e se unem em prol de uma cidade melhor. Outro ponto fundamental é a consciência coletiva. É preciso pensar na coletividade e não apenas em si próprio”, comenta Amilto Francisquevis, assessor de mercado do Instituto das Cidades Inteligentes (ICI), que presta serviços para Curitiba-PR, considerada a segunda cidade mais inteligente do Brasil pelo Ranking Connected Smart Cities de 2017.

Governo

Boa comunicação e transparência são os principais pontos quando o assunto é Governo. Em cidades inteligentes é imprescindível que os gestores estabeleçam uma relação direta com a população para que as demandas e expectativas sejam de conhecimento do gestor público e assim possibilitem  O seu atendimento de maneira efetiva. “Algumas soluções tecnológicas permitem ao gestor detectar problemas previamente, direcionar demandas aos órgãos responsáveis e, aliado à participação cidadã, é possível obter avaliações e percepções sobre a qualidade dos serviços públicos prestados”, acrescenta Francisquevis.

Sustentabilidade

Cidades inteligentes são também cidades sustentáveis. Implementar medidas para um melhor aproveitamento dos recursos naturais, diminuir a poluição e contaminação fazem parte do processo de transformação da cidade. O papel mais importante aqui é a conscientização das pessoas, como a separação do lixo reciclável, a ligação de esgotos clandestinos em rios, o descarte indevido de objetos domésticos etc. Além disso, incentiva a população a utilizar meios de transportes alternativos ou mais sustentáveis, como as bicicletas e carros elétricos. 

Qualidade de vida

Contribuir com a melhora da qualidade de vida dos habitantes é uma das principais características das cidades inteligentes. Mais humanas e sustentáveis, com soluções implantadas, elas permitem que haja uma convivência mais harmoniosa e de satisfação para as pessoas que lá vivem. “Nem sempre precisamos de algo revolucionário para mudar a vida das pessoas. Tecnologias já existentes e simples são capazes de transformar todo o cenário”, comenta Francisquevis. Para ele o processo de transformação das cidades deve ser contínuo. Toda ação feita contribui com o crescimento e é a base para o próximo passo. “Cada cidade é única e o desafio é pensar em todos os fatores que podem ser trabalhados para torná-la cada vez mais inteligente. Uma mudança realizada, mesmo que pequena, já é um grande avanço”, finaliza Francisquevis.

O Agronegócio e o seu futuro

O agronegócio sempre foi fundamental para manter o crescimento do PIB brasileiro, além do otimismo da população. Falando de região quando o setor vai mal, o comércio local entra em “crise”.

Se a população humana, e é provável que isso aconteça, continuar crescendo a um ritmo de cerca de 100 milhões de pessoas por ano nas próximas décadas e além disso, os níveis de consumo aumentar na medida em que tentamos erradicar a miséria do planeta, como subir o nível de produção de recursos alimentares para atingir os futuros níveis de consumo de maneira sustentável?

Os avanços tecnológicos em biotecnologia, robótica e engenharia genética vem mudando cada vez mais essa situação. No nível de robotização e inteligência artificial surgem a cada
dia novos equipamentos como tratores e colheitadeiras, e se percebe até o uso de drones e adubadoras mais modernas ainda para acompanhar a tal de Agricultura de alta precisão.

A biotecnologia e a engenharia genética permitem hoje não só a melhoria genética de plantas e animais, mas também a criação de novos organismos contendo modificação e defensivos agrícolas capazes de reduzir, em muito, o número de pragas e ineficiência no processo. 

Fazendas verticais para horticultura e potencialmente fruticultura e floricultura estão não só sendo testadas como implantadas. Sua viabilidade econômica ainda é duvidosa, mas em
locais com pouca terra e grande demanda elas podem ser competitivas. 

Forma-se assim uma corrida entre o aumento de consumo e o aumento da capacidade de produção via novos territórios, produtividade e tecnologia. Segundo especialistas, com tantas incertezas, o recomendável é fazer um estudo de cenários de duas dimensões em que, ao colocar as variáveis opostas, surgem quatro cenários:

1 – Zona de Desconforto: Combina um avanço lento da tecnologia com um crescimento lento da demanda, gerando um desconforto global. Podemos dizer que atualmente vivemos neste cenário.

2 – Zona de Conforto: Avanço da tecnologia e o crescimento da demanda foram rápidos e se equilibram. É um cenário pouco provável e provavelmente instável. 

3 – Colapso: A demanda avança mais rápido do que a tecnologia. É o grande medo de boa parte da comunidade científica. 

4 – Abundância: Tecnologia avança mais rapidamente do que o crescimento de demanda. Este cenário prevaleceu logo após cada uma das revoluções tecnológicas e não é impossível. Alguns, inclusive, acreditam que estamos à beira dele. 

O mercado do agronegócio irá mudar fortemente nas próximas décadas e existem oportunidades e ameaças para toda esta cadeia. É preciso ficar atento às novas tecnologias, bem como aos novos entrantes vindos de outras partes do mundo.

Educação Financeira = Qualidade de Vida

Você sabe o que é educação financeira? Pois saiba que ela não consiste somente em aprender a economizar, cortar gastos, poupar ou acumular dinheiro.

É muito mais que isso. Tem a ver com uma melhor qualidade de vida tanto hoje quanto no futuro, proporcionando a segurança material necessária para aproveitar os prazeres da vida e ao mesmo tempo obter uma garantia para eventuais imprevistos.

Mas será melhor simplesmente aproveitar o dia de hoje ou nos preparar para o futuro?

Você pode escolher respostas diferentes de acordo com o momento da sua vida. O mais importante é que você escolha a sua resposta de modo consciente, que conheça as implicações de sua decisão e tenha uma atitude equilibrada. Isto é educação financeira.

É, parece fácil, mas não é! O objetivo aqui é ajudá-lo a buscar este equilíbrio financeiro. Não desista, mas também não espere soluções rápidas ou milagrosas. Dê um passo a cada dia. Pode não parecer, mas no longo prazo você vai se surpreender com os resultados.

A educação financeira tem, por propósito, auxiliar os consumidores na administração dos seus rendimentos, nas suas decisões de poupança e investimento, no consumo consciente e na prevenção de situações de fraude. Esta educação ganha importância com o aumento progressivo da complexidade dos mercados financeiros e com as atuais mudanças demográficas, econômicas e políticas.

Desde o surgimento do sistema capitalista, as pessoas tiveram a necessidade de se adaptar ao novo conceito de dinheiro e a suas variáveis (mais complexas, se comparadas aos sistemas econômicos anteriores). As novas relações de troca, domínio e poder fundamentaram as bases econômico-sociais vigentes ainda nos dias de hoje.

A educação financeira surge como resposta para orientar a tomada de decisões, informando sobre os serviços ofertados, necessidades, desejos de consumo, de poupança, financiamento e juros, investimentos e rendimentos. Pode ser entendida como o conjunto de informações que auxilia as pessoas a lidarem com a sua renda, com a gestão do dinheiro, com gastos e empréstimos monetários, poupança e investimentos de curto e longo prazo.

A difusão da educação financeira permite que as pessoas aproveitem as oportunidades de produtos e serviços ofertados de uma forma consciente.