O que é incubação de empresas?

Nedisson, Lucas, Rodrigo, João, Facundo e Severo abordaram o tema incubadoras de empresas.
Nedisson, Lucas, Rodrigo, João, Facundo e Severo abordaram o tema incubadoras de empresas.

Em 2004, a política de inovação é estabelecida e nela o conceito de incubação é definido, ao menos em âmbito Federal (BRASIL, 2004). A legislação brasileira considerou que uma incubadora de empresas se refere a uma organização ou estrutura que tem como objetivo estimular ou prestar de alguma forma um apoio logístico, gerencial e tecnológico ao empreendedor inovador, assim como disseminar intensivamente o conhecimento com o intuito de facilitar a criação e o desenvolvimento de empresas inovadoras (BRASIL, 2004). Em 2016, com o novo marco legal, estes conceitos ainda permanecem inalterados (BRASIL, 2016). 

As incubadoras de empresas constituem em um espaço físico de infraestrutura técnica e operacional específica, norteadas para transformar ideias em produtos, serviços e processos, ou seja, a proposta central da incubadora é amparar as novas empresas, para que os produtos originados por meio de pesquisas possam alcançar os consumidores (MEDEIROS; ATAS, 1995).

Segundo Andino et al (2004) em estudo desenvolvido pela ANPROTEC, as incubadoras de empresas são um ambiente encorajador onde se oferece uma série de mecanismos para facilitar o surgimento e o crescimento de novos empreendimentos.

Sendo assim, as incubadoras de empresas disponibilizam o espaço físico, que podem variar de 300 a 1.000 m² de área construída, uma infraestrutura em torno de 20 salas, cada uma com 60 m², além de uma infraestrutura compartilhada. Também disponibilizam recursos humanos para guiar os empreendimentos. Entretanto, estas dimensões podem ser diferentes conforme incubadora analisada, tanto considerando a dimensão total quanto o número de salas e os espaços para cada empreendimento.

A partir dessas informações, é possível definir as incubadoras como uma organização com o propósito de impulsionar o desenvolvimento de novas empresas através da aglomeração do conhecimento e do compartilhamento de recursos. É considerada uma instituição apropriada para estimular e facilitar a relação empresa-universidade (e demais instituições de ensino) e fortalecimento destas organizações, além da vinculação entre o setor produtivo com demais instituições de apoio, de pesquisa, agências de fomento e financiamento, assim como as instituições de auxílio às micro e pequenas empresas, como o Serviço Brasileiro de Apoio as Micros e Pequenas Empresas (SEBRAE).

Portanto, as incubadoras de empresas são entidades com o propósito de amparar pequenos negócios, pois apresentam capacidade desde o aspecto administrativo, operacional, ao financeiro, para esse porte de empresas, incentivando as vantagens competitivas dos empreendimentos incubados.

As incubadoras de empresas surgem a partir da demanda crescente de pessoas que buscavam formar empreendimentos que, no entanto, não possuíam o conhecimento necessário ou até mesmo não detinham a ideia de negócio validada. Dessa forma, o papel que uma incubadora desempenha se faz importante à medida que ela se torna um espaço para troca de experiências, com o intuito de consolidar estratégias e para conectar esses empreendimentos com o mercado.

Inicialmente, as incubadoras eram voltadas apenas para setores de conhecimento científico-tecnológicos, como informática, biotecnologia e automação industrial, projetos desenvolvidos por centros de pesquisa – universitários ou não. Portanto, eram habitualmente nomeadas de incubadoras de empresas de base tecnológica, ou incubadoras tecnológicas. Consequentemente, a incubadora tecnológica abriga empresas cujos produtos, processo ou serviços resultam de pesquisa científica, onde seu alto valor agregado se verifica justamente na tecnologia desenvolvida/utilizada. Essas incubadoras normalmente encontram-se próximas a grupos de pesquisa de excelência e seus produtos e serviços são inerentes aos direitos de propriedade intelectual.

Os três principais objetivos de uma incubadora de base tecnológica são: desenvolvimento econômico e oportunidades locais de emprego; comercialização da pesquisa e desenvolvimento e transferência de tecnologia.

A transferência de tecnologia é definida por Phillips (2002) como a transferência de uma técnica ou o conhecimento que se desenvolveu em uma organização e, em seguida, transferidos para outro onde é adotado e utilizado. Transferência de tecnologia é um componente importante do processo de inovação. Já as incubadoras de base tecnológica possuem a capacidade de impactar economicamente através da facilitação da transferência de tecnologia.

As incubadoras de empresas tecnológicas oferecem um conjunto ligeiramente diferente de serviços. As associadas com universidades geralmente oferecem diferenciais na infraestrutura, como acesso a laboratórios de tecnologia avançada, equipamentos, auditórios, salas de reuniões e também outros recursos, tais como professores, funcionários, alunos e bibliotecas.

Dentro de programas de incentivo ao empreendedorismo e à inovação orquestrados pelo governo federal, têm-se as incubadoras de empresas como um instrumento de política de desenvolvimento setorial e produtivo, o que garante um interesse pelo acompanhamento do seu desenvolvimento. Sendo assim, no Brasil, foram desenvolvidas parcerias entre a Associação Nacional de Entidades Promotoras de Empreendimentos Inovadores (ANPROTEC), por meio do Sistema de Acompanhamento de Parques Tecnológicos e Incubadoras de Empresas (SAPI), o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), a Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP), Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) para realizar diagnósticos do desempenho das incubadoras nacionais.

A maioria das incubadoras de empresas de base tecnológicas são financiadas total ou parcialmente por universidades e outras instituições de ensino. Isso se deve ao fato de que produtos ou serviços tenham sido desenvolvidos nas universidades decorrentes de processos de pesquisa e desenvolvimento (P&D). Entretanto, outros financiamentos também são observados como, por exemplo, aqueles ligados aos órgãos de fomento do governo federal e do próprio SEBRAE.

Para assistir o programa desta quinta, 28 de março de 2019, clique AQUI, ou acesse o nosso Podcast.

O que é experiência do cliente?

Lucas Hansel, Paulo Severo, João Mousquer e Facundo Nuñez, no Conecta 97 desta quinta, 21.
Lucas Hansel, Paulo Severo, João Mousquer e Facundo Nuñez, no Conecta 97 desta quinta, 21.

Em um mundo onde seus potenciais clientes estão a apenas um clique de distância, a experiência do cliente se tornou o novo campo de batalha.

De acordo com um estudo feito pela RightNow, 86% dos consumidores estão dispostos a pagar até 25% a mais para ter um atendimento melhor. Essa é a razão pela qual grandes marcas como a Apple, Disney, Airbnb investem tanto na criação de grandes experiências de clientes. Isso permite que as empresas construam a fidelidade da marca através do serviço, ao mesmo tempo que crescem às margens de lucro.

Em vez de competir com coisas quantitativas (preço baixo, maior quantidade, etc.), o Airbnb e a Apple optaram por melhorar as métricas qualitativas (empatia, apoio, aparência e comportamento), e é exatamente isso que os clientes desejam.

Os clientes não estão mais comprando produtos e serviços – eles estão comprando experiências entregues através dos produtos e serviços. 

Quando utilizado de forma eficaz, as técnicas de experiência do cliente facilitam a aquisição, impulsionam a fidelidade e melhoram a retenção. No entanto, a experiência do cliente precisa ser vista como uma série de ações para ser realmente bem-sucedida a longo prazo.

Diferença entre experiência do cliente e serviço ao cliente:

Ao contrário do que muitos pensam, a experiência do cliente não é o mesmo que serviço ao cliente. O 'customer experience' se refere a todos os momentos que o cliente tem com sua empresa e não apenas aqueles com a equipe de atendimento. Para seu completo alinhamento, diferentes grupos de uma mesma empresa que normalmente trabalham de forma independente, como marketing, design, serviço ao cliente, vendas, muitas vezes precisam atuar em conjunto para criar um único ponto de contato. Trata-se de um exame cuidadoso das emoções que a sua empresa evoca ao longo de diferentes momentos, incluindo como os clientes percebem essa experiência.

Por isso, um cliente satisfeito não é medido apenas pelo ato da venda ou por um sorriso no rosto. Também é importante lembrar que a satisfação do cliente não deve ser avaliada apenas em comentários nas redes sociais, ou pela indicação de novos clientes. Caso contrário, pode-se pensar que um cliente só está realmente satisfeito se contar isso para todo mundo ou se indicar a empresa para os outros.

Em muitos casos, o primeiro ponto de contato de um cliente com uma empresa se dá através da interação com um funcionário, (seja visitando uma loja ou falando ao telefone). Isso dá ao seu negócio a oportunidade de oferecer um excelente atendimento ao cliente.

No entanto, o serviço ao cliente é apenas um aspecto de toda a experiência do cliente.

Por exemplo, se você reservar pela primeira vez uma viagem pelo telefone e a pessoa com quem estiver falando for amigável, isso se caracteriza um bom serviço ao cliente. Desse modo, você não é leal a marca ainda, mas reconhece o bom atendimento prestado. Outra situação, se você reservar a viagem pela internet, fizer todo o processo de maneira fácil e rápida, receber a ligação de confirmação de dados e ainda receber um bônus pela reserva, sua percepção já muda, certo? E sabe por que sua percepção mudou? Pelo fato de ser simples e sem esforço.  Oferecer o básico já é um grande diferencial hoje em dia.

Estamos na “Era da Experiência”!

Durante muito tempo as empresas acreditavam que o preço era o grande diferencial para conquistar clientes. E isso não é mentira, afinal, essa técnica ainda é uma realidade em muitos negócios.

Graças à internet, isso acabou mudando muito os hábitos de compra, além de descentralizar boa parte dos comércios mais tradicionais que lutavam somente pro preço. Mas como sabemos, os hábitos estão em constante evolução, e estamos consumindo cada vez mais experiência do que produto.

Deste modo será necessário oferecer para o cliente uma experiência diferente e memorável. Ou seja, mais do que vender um produto, as empresas deverão vender serviços.
A ideia é que o valor do seu negócio seja criado na interação com o usuário, resolvendo problemas, atendendo suas necessidades, desejos e demandas, algumas das quais nem eles sabem que têm. E para entender essas vontades e criar inovações, é preciso estar perto dos clientes e ouvir o que eles têm a dizer sobre sua empresa.

Só o produto não garante mais um diferencial competitivo para as marcas. A diferenciação era maior no passado, mas hoje todos os produtos são parecidos.

Pense no seu computador ou celular. Você não compra na marca A ou B só por causa do aparelho, mas porque se identifica com a proposta da marca, porque gosta do atendimento, do ambiente, há uma prova social por trás disso tudo. Por isso, há um investimento forte para agregar serviços aos produtos justamente para criar diferenciais, e consequentemente surpreender o consumidor.

Conclusão

A percepção do cliente é um dos aspectos mais valiosos de uma empresa. Administrar essa percepção e medir a experiência do cliente deve ser uma prioridade para todas as empresas que buscam se manter competitivas.

Tudo o que uma empresa faz, contribui diretamente no modo como os clientes percebem a experiência geral da marca. Antes de entregar experiência para seus clientes, pense em seus colaboradores, eles são a linha de frente do seu negócio.

A ideia do customer experience é que ao melhorar a interação, você aumente o envolvimento emocional com seus clientes. Assim, eles vão desenvolver uma relação positiva com a marca, formar um vínculo emocional e se tornar mais fiéis à sua empresa.

Tente não focar apenas em resultados a curto prazo. Dedique-se a aumentar o tempo de vida dos seus clientes. Afinal, clientes fiéis geram 10 vezes mais receita!

A experiência do cliente é, com certeza, o caminho a se seguir. Principalmente porque as empresas que oferecem uma boa 'customer experience', crescem mais que o dobro do que seus concorrentes.

Assista ao CONECTA 97 desta quinta, 21 de março de 2019, clicando AQUI!

O que é ser mulher empreendedora?

Clarice, Bianca, Lisandra, Paulo, Cicília, Facundo e João. A mulher qualifica-se e conquista espaços a todo instante.
Clarice, Bianca, Lisandra, Paulo, Cicília, Facundo e João. A mulher qualifica-se e conquista espaços a todo instante.

Lugar de mulher é onde ela quiser! Verdade, a atitude é essa, mas na prática nem sempre é assim. É que no dia a dia certamente as prioridades e urgências nos levam a “aproveitar” esse talento multitasking (multitarefas) das mulheres e acabamos sobrecarregando-as de atividades e problemas a resolver como mãe, colaboradora, esposa e filha.

Dificilmente os homens param para pensar na agenda delas. A empatia realmente não é a melhor característica masculina. Há quem diga que é biológico-evolutivo o problema, essa falta de equidade que vai desde direitos civis e trabalhistas até os afazeres domésticos. Acontece que o homem pré-histórico (homo sapiens), evoluiu como caçador, focado na preza, com visão aguçada, agilidade resolutiva e força física. Já a mulher desenvolveu uma função de cuidado da caverna, os filhos e os filhos dos vizinhos. Ela evoluiu para cuidar a posteridade e viver em sociedade.

Poderíamos dizer que tudo mudou quando nossos antepassados decidiram caminhar erguidos. E falando em caminhar, porque não mencionar a caminhada das mulheres e todos os direitos adquiridos até aqui? É redundante neste mês, mas não durante o resto do ano. E mais: falando em se erguer, porque não mencionamos nossas empreendedoras, essas que decidiram escrever e narrar a sua própria história, quebrando paradigmas e tabus que talvez a sua mãe e muito menos as suas avós imaginariam.

Escutamos alguns cases no estúdio da Guaíra durante o Conecta 97 desta quinta, 14. As convidadas da vez: a designer de moda Clarice Gelbhar, a arquiteta Cicília Liberali Paes, a professora Bianca Tams Diehl e a comunicadora Lisandra Steffen. Expectativas, sonhos e realizações de mulheres que superaram desafios constantes no mercado cada dia mais competitivo e inovador. Com o mundo cada vez mais conectado afeta as relações e funções das mulheres atualmente.

Uma coisa em comum, que todas afirmaram: a busca pelo conhecimento e a atualização constantes. As dificuldades diversas se apresentarão a frente de todos e todas. O que irá diferenciar são as atitudes de cada um, conforme seu conhecimento e preparo para enfrentar a nova situação desafiadora que se mostra nos caminhos a serem precorridos.

Aquela avó pré-histórica foi esquecida ou ainda corre pelo sangue delas?

Sobre o nosso papel masculino? Acho que o ideal é se informar e parar de achar desculpas culturais. A economia colaborativa nos ensina que ninguém fica de fora. O esforço no desenvolvimento social, econômico e emocional de cada pessoa precisa ser dividido entre todos. Entender as diferenças, aceitá-las e conviver com as nossas virtudes e defeitos, talvez seja nosso próximo desafio como homo sapiens.
Tomara que o exponencial da tecnologia se transfira a nosso crescimento como cidadãos.
A resposta sobre o que é ser mulher e empreendedora hoje? São muitas as possíveis respostas a esta pergunta e no Brasil indicadores como cor da pele, tipo de corpo, orientação sexual, faixa de renda e CEP definem as urgências de cada uma.

Nossa realidade, realidade nossa.

Assista ao Conecta 97 desta quinta-feira, 14 de março de 2019, clicando AQUI!