O valor do tempo na era digital

É inegável que a tecnologia tem tornado o dia a dia mais eficiente, facilitando a vida nas empresas e do cidadão. Seu uso traz consigo o desafio da capacitação, mas como é uma ferramenta essencial para aumentar a produtividade, este conhecimento precisa acontecer.

Por outro lado estes mesmos equipamentos tornam esta informação acessível, o que auxilia no aprendizado e na aplicação das ferramentas disponíveis para atender os múltiplos objetivos, desde o armazenamento remoto de sistemas até aplicativos de interatividade social. Os processos de incorporação devem aliar o tipo de programa e também o treinamento adequado para lidar com as novas tecnologias.

Exemplo disso é a comunicação, estratégia mais utilizada por empresas, permitindo a integração de colaboradores para a execução das metas estabelecidas. Isso agiliza na organização do tempo, auxiliando o grupo. Por meio de softwares é possível integrar equipes e se conectar com pessoas de diversos departamentos ou filiais sem gastar milhares de reais com telefone. As videoconferências são outra possibilidade de aproximação, tornando o diálogo mais vivo e aprimorado.

Ferramentas específicas para o gerenciamento dos negócios atendem os projetos em todas as etapas, desde a criação de um planejamento até a entrega do produto, ou serviço, aos consumidores.

Todo gestor inteligente busca soluções para melhorar a sua atuação e facilitar o controle das atividades dos colaboradores. Com um bom sistema de gestão é possível monitorar a produtividade de toda a equipe sem perder tempo indo de mesa em mesa para saber como vai o andamento do trabalho.

Já a elaboração de textos na era digital se tornou ainda mais importante, visto o aumento do volume de mensagens e documentos que são trocados. Por isso, para a otimização dos processos cotidianos, torna-se indispensável o uso de uma ferramenta de edição de textos em que informações possam ser compartilhadas, permitindo que várias pessoas visualizem ou editem o conteúdo, podendo o administrador escolher entre as opções disponíveis e de acordo com a atribuição de cada indivíduo.

Hoje em dia os profissionais buscam soluções das quais não precisam ficar restritos aos escritórios para realizar o seu trabalho ou buscar novas oportunidades. Muitas empresas estão, inclusive, investindo na modalidade de trabalho home office como estratégia para redução de custos. Todo sistema em nuvem, que pode ser acessado por meio de smartphones e tablets, permite que os líderes acessem estas informações.

Uma das maiores vantagens da tecnologia é a sua capacidade de otimizar e agilizar a execução de tarefas. Quanto mais pessoas capacitadas compartilharem a mesma tarefa, maior será o conhecimento aplicado sobre ela.

Outra é o seu estímulo à inovação. Inserir softwares eficientes, ferramentas de comunicação e soluções eletrônicas em um ambiente de trabalho é uma forma de melhorá-lo e incentiva o colaborador a também melhorar.

Quanto ao treinamento e capacitação, a tecnologia é uma grande aliada, permitindo que se comece a entender melhor as suas atividades e a dominar todo o potencial do equipamento.

Isto qualifica o trabalho dos líderes, que não precisam mais dar instruções a todo o momento e atuar no reparo de erros, criando assim, equipes mais produtivas e preparadas para lidar com os desafios.

Mas é preciso atenção: se os aparatos tecnológicos não forem capazes de facilitar o dia a dia dos profissionais, dificilmente trarão soluções e, sim, mais problemas para a produtividade e no alcance dos resultados que você espera para a sua empresa.

Cidades Inteligentes

O conceito de smart cities, ou cidades inteligentes, cresce a passos largos. Podemos dizer que as cidades inteligentes são aquelas que investem em capital humano, social e
utilizam a Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) para melhorar a sua gestão e propiciar aos seus cidadãos uma melhor qualidade de vida. Confira cinco características mais exploradas nestes espaços, segundo o Instituto das Cidades Inteligentes (ICI).

Mobilidade

Cidades inteligentes incorporam a tecnologia nos meios de transporte para facilitar a vida dos cidadãos e permitir mais acessibilidade. Com mais conectividade e sensoriamento o gestor consegue monitorar e controlar o tráfego, avaliar os deslocamentos de veículos e pessoas em tempo real, suas tendências, podendo assim melhorar o planejamento e gestão da mobilidade urbana. Além disso, buscar modelos sustentáveis e seguros de ir e vir também fazem parte do processo como, por exemplo, o uso de veículos híbridos.

População

O acesso à saúde, segurança e educação de qualidade para os habitantes é algo primordial nas smart cities. A participação cidadã engloba diferentes formas de atuação: social, política, cultural, econômica. “O principal objetivo é ter uma governança mais participativa, onde gestor e cidadão caminham juntos e se unem em prol de uma cidade melhor. Outro ponto fundamental é a consciência coletiva. É preciso pensar na coletividade e não apenas em si próprio”, comenta Amilto Francisquevis, assessor de mercado do Instituto das Cidades Inteligentes (ICI), que presta serviços para Curitiba-PR, considerada a segunda cidade mais inteligente do Brasil pelo Ranking Connected Smart Cities de 2017.

Governo

Boa comunicação e transparência são os principais pontos quando o assunto é Governo. Em cidades inteligentes é imprescindível que os gestores estabeleçam uma relação direta com a população para que as demandas e expectativas sejam de conhecimento do gestor público e assim possibilitem  O seu atendimento de maneira efetiva. “Algumas soluções tecnológicas permitem ao gestor detectar problemas previamente, direcionar demandas aos órgãos responsáveis e, aliado à participação cidadã, é possível obter avaliações e percepções sobre a qualidade dos serviços públicos prestados”, acrescenta Francisquevis.

Sustentabilidade

Cidades inteligentes são também cidades sustentáveis. Implementar medidas para um melhor aproveitamento dos recursos naturais, diminuir a poluição e contaminação fazem parte do processo de transformação da cidade. O papel mais importante aqui é a conscientização das pessoas, como a separação do lixo reciclável, a ligação de esgotos clandestinos em rios, o descarte indevido de objetos domésticos etc. Além disso, incentiva a população a utilizar meios de transportes alternativos ou mais sustentáveis, como as bicicletas e carros elétricos. 

Qualidade de vida

Contribuir com a melhora da qualidade de vida dos habitantes é uma das principais características das cidades inteligentes. Mais humanas e sustentáveis, com soluções implantadas, elas permitem que haja uma convivência mais harmoniosa e de satisfação para as pessoas que lá vivem. “Nem sempre precisamos de algo revolucionário para mudar a vida das pessoas. Tecnologias já existentes e simples são capazes de transformar todo o cenário”, comenta Francisquevis. Para ele o processo de transformação das cidades deve ser contínuo. Toda ação feita contribui com o crescimento e é a base para o próximo passo. “Cada cidade é única e o desafio é pensar em todos os fatores que podem ser trabalhados para torná-la cada vez mais inteligente. Uma mudança realizada, mesmo que pequena, já é um grande avanço”, finaliza Francisquevis.

O Agronegócio e o seu futuro

O agronegócio sempre foi fundamental para manter o crescimento do PIB brasileiro, além do otimismo da população. Falando de região quando o setor vai mal, o comércio local entra em “crise”.

Se a população humana, e é provável que isso aconteça, continuar crescendo a um ritmo de cerca de 100 milhões de pessoas por ano nas próximas décadas e além disso, os níveis de consumo aumentar na medida em que tentamos erradicar a miséria do planeta, como subir o nível de produção de recursos alimentares para atingir os futuros níveis de consumo de maneira sustentável?

Os avanços tecnológicos em biotecnologia, robótica e engenharia genética vem mudando cada vez mais essa situação. No nível de robotização e inteligência artificial surgem a cada
dia novos equipamentos como tratores e colheitadeiras, e se percebe até o uso de drones e adubadoras mais modernas ainda para acompanhar a tal de Agricultura de alta precisão.

A biotecnologia e a engenharia genética permitem hoje não só a melhoria genética de plantas e animais, mas também a criação de novos organismos contendo modificação e defensivos agrícolas capazes de reduzir, em muito, o número de pragas e ineficiência no processo. 

Fazendas verticais para horticultura e potencialmente fruticultura e floricultura estão não só sendo testadas como implantadas. Sua viabilidade econômica ainda é duvidosa, mas em
locais com pouca terra e grande demanda elas podem ser competitivas. 

Forma-se assim uma corrida entre o aumento de consumo e o aumento da capacidade de produção via novos territórios, produtividade e tecnologia. Segundo especialistas, com tantas incertezas, o recomendável é fazer um estudo de cenários de duas dimensões em que, ao colocar as variáveis opostas, surgem quatro cenários:

1 – Zona de Desconforto: Combina um avanço lento da tecnologia com um crescimento lento da demanda, gerando um desconforto global. Podemos dizer que atualmente vivemos neste cenário.

2 – Zona de Conforto: Avanço da tecnologia e o crescimento da demanda foram rápidos e se equilibram. É um cenário pouco provável e provavelmente instável. 

3 – Colapso: A demanda avança mais rápido do que a tecnologia. É o grande medo de boa parte da comunidade científica. 

4 – Abundância: Tecnologia avança mais rapidamente do que o crescimento de demanda. Este cenário prevaleceu logo após cada uma das revoluções tecnológicas e não é impossível. Alguns, inclusive, acreditam que estamos à beira dele. 

O mercado do agronegócio irá mudar fortemente nas próximas décadas e existem oportunidades e ameaças para toda esta cadeia. É preciso ficar atento às novas tecnologias, bem como aos novos entrantes vindos de outras partes do mundo.