O que é ser mulher empreendedora?

Clarice, Bianca, Lisandra, Paulo, Cicília, Facundo e João. A mulher qualifica-se e conquista espaços a todo instante.
Clarice, Bianca, Lisandra, Paulo, Cicília, Facundo e João. A mulher qualifica-se e conquista espaços a todo instante.

Lugar de mulher é onde ela quiser! Verdade, a atitude é essa, mas na prática nem sempre é assim. É que no dia a dia certamente as prioridades e urgências nos levam a “aproveitar” esse talento multitasking (multitarefas) das mulheres e acabamos sobrecarregando-as de atividades e problemas a resolver como mãe, colaboradora, esposa e filha.

Dificilmente os homens param para pensar na agenda delas. A empatia realmente não é a melhor característica masculina. Há quem diga que é biológico-evolutivo o problema, essa falta de equidade que vai desde direitos civis e trabalhistas até os afazeres domésticos. Acontece que o homem pré-histórico (homo sapiens), evoluiu como caçador, focado na preza, com visão aguçada, agilidade resolutiva e força física. Já a mulher desenvolveu uma função de cuidado da caverna, os filhos e os filhos dos vizinhos. Ela evoluiu para cuidar a posteridade e viver em sociedade.

Poderíamos dizer que tudo mudou quando nossos antepassados decidiram caminhar erguidos. E falando em caminhar, porque não mencionar a caminhada das mulheres e todos os direitos adquiridos até aqui? É redundante neste mês, mas não durante o resto do ano. E mais: falando em se erguer, porque não mencionamos nossas empreendedoras, essas que decidiram escrever e narrar a sua própria história, quebrando paradigmas e tabus que talvez a sua mãe e muito menos as suas avós imaginariam.

Escutamos alguns cases no estúdio da Guaíra durante o Conecta 97 desta quinta, 14. As convidadas da vez: a designer de moda Clarice Gelbhar, a arquiteta Cicília Liberali Paes, a professora Bianca Tams Diehl e a comunicadora Lisandra Steffen. Expectativas, sonhos e realizações de mulheres que superaram desafios constantes no mercado cada dia mais competitivo e inovador. Com o mundo cada vez mais conectado afeta as relações e funções das mulheres atualmente.

Uma coisa em comum, que todas afirmaram: a busca pelo conhecimento e a atualização constantes. As dificuldades diversas se apresentarão a frente de todos e todas. O que irá diferenciar são as atitudes de cada um, conforme seu conhecimento e preparo para enfrentar a nova situação desafiadora que se mostra nos caminhos a serem precorridos.

Aquela avó pré-histórica foi esquecida ou ainda corre pelo sangue delas?

Sobre o nosso papel masculino? Acho que o ideal é se informar e parar de achar desculpas culturais. A economia colaborativa nos ensina que ninguém fica de fora. O esforço no desenvolvimento social, econômico e emocional de cada pessoa precisa ser dividido entre todos. Entender as diferenças, aceitá-las e conviver com as nossas virtudes e defeitos, talvez seja nosso próximo desafio como homo sapiens.
Tomara que o exponencial da tecnologia se transfira a nosso crescimento como cidadãos.
A resposta sobre o que é ser mulher e empreendedora hoje? São muitas as possíveis respostas a esta pergunta e no Brasil indicadores como cor da pele, tipo de corpo, orientação sexual, faixa de renda e CEP definem as urgências de cada uma.

Nossa realidade, realidade nossa.

Assista ao Conecta 97 desta quinta-feira, 14 de março de 2019, clicando AQUI!

Multitasking: alta produtividade ou dispersão?

No estúdio da Guaíra FM, Paulo Severo, Carmine Mallmann, João Mousquer e Facundo Nuñez, abordaram a questão das multitarefas no dia a dia dos profissionais.
No estúdio da Guaíra FM, Paulo Severo, Carmine Mallmann, João Mousquer e Facundo Nuñez, abordaram a questão das multitarefas no dia a dia dos profissionais.

É fato que a evolução das comunicações e da tecnologia alterou a rotina de todos. O modo de trabalhar mudou. Por muitas vezes alongamos o expediente em função de ferramentas como smartphones, tablets e notebooks. Portanto o perfil dos profissionais também está diferente. Pessoas conectadas aprenderam a fazer várias atividades simultâneas. Em frente a estes eletrônicos, alternam programas e aplicativos, atendem telefonemas, respondem mensagens de texto, e-mails e muito mais. Tudo ao mesmo tempo.

Estes são os multitasking, que têm a habilidade (e que geralmente gostam) de fazer mais de uma tarefa ao mesmo tempo. 

Se de acordo com a neurociência, diante de uma interrupção, o cérebro humano leva cerca de 20 minutos para se concentrar novamente, “ser ágil” significa “ser eficaz”. Então estes multitarefas, quando comparado aos profissionais tradicionais, são mais produtivos?

Nem sempre! Foram as necessidades de hoje que transformaram o dia a dia. As organizações buscam, justamente, pessoas empreendedoras para atuar nas suas mais diversas funções. Aquela que tenha iniciativa e que saiba tomar decisões.

Atualmente o grande problema é a dispersão da atenção. Leitura de e-mails, artigos, notícias e a checagem das redes sociais são ações infinitas. Sempre vai ter algo chegando e, por mais que você se esforce, nunca conseguirá ler tudo.

Por isso profissionais de saúde têm alertado em relação ao grau de estresse, já que um multitasking tem dificuldades em estabelecer prioridades, ficam mais suscetíveis a cometer erros ou sobrecarregar a mente.

Logo a palavra mágica é planejamento. Programe seus dias e tente separá-los em blocos de tempo para concluir cada coisa separadamente. Faça pausas curtas entre as ações para dar um breve descanso ao seu cérebro. Aprenda a controlar sua ansiedade. Que tal deixar para checar sua rede social no meio da manhã, no almoço e no final da tarde? Estas simples dicas deixarão você mais eficiente.

Outra... procure combinar tarefas complexas com as mais simples. Então, sempre que possível, comece seu dia com algo complexo. Foque nele enquanto está com mais energia e finalize a ação. Após terminá-la, trabalhe em algo mais simples para auxiliar no descanso da sua mente. Só depois de concluí-la inicie uma nova atividade desafiadora.

Delegar tarefas e aprender a dizer não é outro obstáculo a ser enfrentado. Avalie seus afazeres. Eles fazem sentido? São realmente importantes? Veja se não pode delegar a outras pessoas. Liberte-se de coisas tediosas e sua vontade de procurar consolo em grupos de redes sociais diminuirá.

Seu cérebro merece um tempo. Descubra o seu momento, desligue toda parafernália eletrônica e tente refletir sobre seu dia. Os ambientes urbanos e digitais exigem muita atenção de nossa parte. Por isso, precisamos de um stand by para a mente, para que ela possa aprender com as experiências vividas recentemente. Aprenda meditação, porque não?

Por último: como está seu sono? Se você não consegue dormir bem, lá se foi o senhor multitasking. A falta dele deixa o corpo mais lento, sua concentração piora e seus pensamentos ficam agitados e obtusos. Aí, tudo aquilo que foi planejado fica prejudicado, vem a ansiedade e a coisa desanda.

Temos a capacidade de ser multitarefas sim. Cabe a nós estabelecermos regras claras para que possamos executar cada ação a seu tempo. Estas experiências de vida é que, no fundo, irão diferenciar os profissionais que conseguem transformar suas realidades.

Quer assistir ao programa desta quinta (07/03/2019)? Clique AQUI!

Os novos formatos de leitura

Facundo Nuñez, Paulo Severo, Clairto Martin, Luciano Mallmann, Fabiana Schreiner e João Mousquer, no Conecta 97 do dia 28 de fevereiro/19. Estamos lendo menos?
Facundo Nuñez, Paulo Severo, Clairto Martin, Luciano Mallmann, Fabiana Schreiner e João Mousquer, no Conecta 97 do dia 28 de fevereiro/19. Estamos lendo menos?

Pesquisas indicam que hoje o perfil médio de leitura de uma pessoa tem demandas diferentes. Textos mais longos ou complexos são descartados por serem “justamente” longos e complexos? Há controvérsias entre os próprios produtores e escritores. A única certeza é que as novas tecnologias acabaram criando uma dinâmica diferente para a informação, mudando os textos e o seu padrão.

O dia ainda tem as suas 24 horas, mas com o aumento dos dispositivos eletrônicos conectados a web  na última década o tempo para leitura diminuiu. Este espaço que você utiliza para ouvir o Conecta 97, por exemplo, poderia ser dedicado à leitura. Mas você preferiu nos escutar, sabe-se lá porque. Computadores, tablets e então os smartphones ganharam terreno nas nossas vidas. Mesmo que o ato de ler se mantenha, o número de leitores - aquele que senta com um texto, indiferente de qual plataforma - está estagnado. Obras extensas (do tipo mais com duzentas páginas ou mais) estão perdendo consumidores. Será? O colunista do jornal Noroeste e empresário do setor, Clairto Martin, discorda desta afirmação. Para ele os jovens de hoje preferem livros mais "grossos" do que os com menos folhas. O que vale são aqueles de séries (Crônicas de Nárnia, Harry Potter, etc).

Já Fabiana Schreiner, advogada e coordenadora do projeto "Biblioteca de Rua" da ACISAP, confirma isso. As pessoas consomem literatura se ela estiver disponível, ao alcance da mão.

O mercado do livro deveria aumentar na mesma proporção que a população cresce. Mas a possibilidade de maior acesso a obras, literárias ou não, pode não tem significado um aumento real destes leitores. Prova disso são o fechamento de livrarias pelo país afora, principalmente das grandes redes.

Assim, surgem muitas teorias sobre o futuro do livro impresso. Há quem diga que serão extintos. Já outros consideram que nada supera o toque e até o cheiro do papel. E esse “parceiro” incondicional encontra-se em alguma prateleira para, através da imaginação, nos levar a viagens de conhecimento, fantasia, dramas e até autoajuda.

Resumindo: a tecnologia não está acabando com a leitura. Está mudando o seu perfil, o que não é bom nem ruim. O fato é que muitos leitores ativos, novos ou experientes, têm dedicado cada vez mais tempo ao celular e a eletrônicos em geral. E a física pontua: não podemos estar em dois lugares ao mesmo tempo.

A escolha é nossa. Leia mais!

Quer conferir o programa desta quinta-feira, 28 de fevereiro de 2019? Clique AQUI. 

1/2Página seguinte →4 registros