Cinco mortes violentas foram registradas na região entre a manhã de domingo passado até a noite de quarta-feira, três no trânsito e dois brutais assassinatos.
No domingo, 28, um homem caiu da moto e morreu no interior de Alecrim. No meio da tarde de segunda-feira, 29, um homem de 27 anos foi morto com golpes de faca em Giruá, tendo sido abordado na rua pelo homicida. Na terça-feira, 30, um empresário retornava para Canoas, depois de uma visita que fizera aos pais em Horizontina, e morreu na RS 305, próximo de Barracão, no interior de Tuparendi. E na noite de quarta-feira, 1º de julho, dois santa-rosenses morreram, um no trânsito e outro supostamente vítima de latrocínio. A primeira vítima foi um empresário de 46 anos, que morreu após ter sofrido quatro golpes de faca de um assaltante. Logo depois, um jovem acadêmico residente em Cruzeiro, morreu na BR-472, próximo da ponte do rio Santa Rosa, quando retornava da faculdade de Horizontina.
Foram cinco mortes em apenas quatro dias, todas violentas, causando certa preocupação para uma região como a nossa, que não convive com um índice tão elevado de violência, nem no trânsito, nem na área de homicídios.
Coincidência? Quem tem fé alimenta a convicção de que nada ocorre por acaso. São mortes que, ao invés de avaliarmos o grau de violência ou suas circunstâncias, devem primeiro nos levar a meditar porque desaparecem tragicamente tantas pessoas de nosso convívio, num espaço tão curto de tempo, e de forma tão trágica.
Que estilo de vida estamos assumindo numa região aparentemente pacata?
E os santa-rosenses tiveram ainda que conviver na segunda-feira com o prematuro desaparecimento de Vilmar Hartemink, aos 62 anos, que marcou sua vida pela dedicação profissional e por seu espírito de doação à comunidade.
Meditemos sobre isso, mas não sob qualquer aspecto policial ou investigativo. Meditemos sobre a vida, a nossa vida, sobre como somos frágeis e a maneira que cada um de nós escolheu para viver. Meditemos até onde estamos certos em conservar alguns valores, quando talvez fortes sinais nos alertam para trocá-los ou aperfeiçoá-los.