No início de novembro de 2007 parte do município de Porto Mauá foi sacudido por um tornado, que deixou rastros de morte e destruição. Entre as vítimas, estava Luis Pisoni e sua família, que teve sua casa destruída pela força dos ventos.
Em novembro próximo, portanto dentro dos próximos dois meses, Luis Pisoni completará dois anos de abandono, porque mora numa lona improvisada. Quem são os culpados por tamanho descaso? Talvez, para o desabrigado, o que menos importa é justamente isso. O que mais ele quer é uma casa para morar, que devolva-lhe a dignidade. Uma casa que há dois anos foi destruída e não conseguiu reconstruir.
É perda de tempo apontar o dedo para o prefeito da época ou o prefeito de hoje. Da mesma forma acusar a Defesa Civil ou os órgãos governamentais de esferas superiores, não resolverá a situação da família abandonada. O que falta é uma ação que, na ausência do agente público, bem pode ser substituída pelo movimento comunitário.
A reportagem produzida pela RBS TV Santa Rosa, transmitida em rede estadual, mostrando Luis Pisoni e a barraca improvisada que serve de residência, expôs Porto Mauá como um todo e de forma negativa. Depois da repercussão, o público passa a aguardar qual o desfecho terá tal descaso. Tomara que a casa seja reconstruída, pouco importando quem comandará o processo.