Opinião do internauta Paulo Puhl, enviado para o espaço "Fale Conosco" deste site.
A polêmica envolvendo os clubes de nossa cidade, especialmente a SER Cisne e Concórdia, tem sido escrita em capítulos nesse valioso espaço midiático. Acompanho os comentários realizados pelo autor(res) da coluna "OPINIÕES" e como é proporcionada a oportunidade através do "Fale Conosco", tomo a liberdade de manifestar-me sobre o assunto.
Como sócio de um dos clubes por mais de uma década, faço uma leitura crítica que pode de certa forma ser conflitante, face a diversidade de opiniões que são percebidas ao se freqüentar os ambientes sociais de nossa cidade. Creio que seja viável a coexistência tanto como a fusão assim como está evidente a inviabilidade tanto da coexistência como a fusão das sociedades se mantidos os atuais estilos de gestão, visão do que é e do que pode ser um clube em termos geração de satisfação dos seus integrantes.
Os pontos de discussão que se nos apresentam se concentram basicamente na manutenção da independência ou sua fusão dos mesmos. Penso que é necessário que se olhe para fora deles sob pena de independente das decisões tomadas, as dificuldades voltarem a aparecer com a mesma intensidade. Nesse sentido, acredito que o surgimento das opções alternativas no mercado (especialmente nos últimos vinte anos), foram ignoradas por nossas "SER", que passaram a não ser mais aquilo que deveriam ser. O associado, além de poder escolher entre a própria sociedade onde em algumas circunstâncias via seu acesso dificultado por condições para o acesso de/com filhos maiores ou visitas, tinha a opção de balneários particulares e outros atrativos que tinham maior capacidade de satisfação da necessidade de seus clientes.
Cada cidadão sócio tem o direito de pensar e formar opiniões sendo que isso ocorre de acordo com a visão que tem das circunstâncias que se apresentam mas eu penso que os nossos clubes não competem entre si e sim que estão (o que não acredito como pode), estão perdendo para um investidor individual (balneário com um único sócio...) por não conjugar adequadamente o potencial de centenas de sócios que formam o clube.
É necessário que se mude a cultura de nossos clubes. Na minha percepção a busca da satisfação individual está sufocando a viabilidade dos clubes uma vez que estes não percebem que o mercado permite que as pessoas "se associem a um balneário por uma temporada, por um mês, por uma semana ou até por uma dia" com um grau de satisfação muito maior de suas expectativas.
Assim sendo, no meu ponto de vista "sem fusão ou com fusão" é vital que a sociedade se coloque em pé de igualdade com o mercado em termos de opções oferecidas e especialmente em termos de gestão. Manifesto sinceramente que não vejo possibilidade de viabilizar qualquer opção sem uma gestão que efetivamente atenda os seus sócios investidores não há condições de se prosperar.