TEXTO: Jairo Madril
Não é só a SER Concórdia que está à beira da falência. O CTG Chama Crioula, que já contou com mais de mil sócios contribuintes, hoje tem menos de 50 em dia com a tesouraria. O CTG Sepé Tiaraju fatura R$ 12 mil por ano de contribuições dos associados e custa R$ 50 mil para manter sua estrutura no mesmo período. O déficit de R$ 38 mil é contido através de uma série de promoções tocadas pela diretoria. O Clube Sete de Setembro, de Cruzeiro, não tem dívidas, mas não projeta nenhum grande investimento, porque gasta mais do que arrecada com as contribuições. Tem apenas 150 associados em dia, apesar de uma história de quase 70 anos. A SER Cisne é uma das poucas sociedades que ainda consegue respirar e fazer planos, mas convive com dívidas e dificuldades.
Vejam que os desequilíbrios financeiros de nossos clubes sociais, quando é possível, são sanados através de promoções. Isso significa que os membros de diretorias ficam o ano inteiro pensando e trabalhando eventos, o que se torna cansativo. É uma grande ameaça à renovação do comando, porque poucos estão dispostos a aceitar esse tipo de responsabilidade, somadas à velocidade normal do cotidiano de cada um.
Se nossos clubes sociais comprovadamente estão falindo, esta estrutura precisa ser urgentemente repensada. Os tempos são outros, os hábitos são outros e as pessoas acentuam mais a individualidade do que o convívio social.