Por Jairo Madril
Agora e sempre. O novo sonho é uma montadora russa de blindados leves, que pode avançar para a fabricação de blindados mais pesados e caminhões. O que nos impede de sonhar? Frustrações anteriores? Quais delas? A da Nestlé, uma planta pela qual todo o Estado concorreu? Ou o Frigoaves, que aqui não vingou mas logo ali, em Carazinho, está sendo implantado e com a mesma parceira articulada no início da década de 90, a Central Oeste Catarinense, detentora da marca Aurora?
É certo que a fábrica russa virá para o Rio Grande do Sul, segundo afirmações que partiram do próprio representante da Rosoboron no Estado. Atento, Osmar Terra tratou de aproximar Santa Rosa na discussão do empreendimento, sustentando seus argumentos no impressionante avanço tecnológico do nosso pólo metalmecânico.
As chances de Santa Rosa receber o investimento são grandes. Mas e se a fábrica russa for para outro lugar, o que faremos? Continuaremos sonhando e sempre beliscando, porque pelo menos aprendemos uma lição no caso da Nestlé: é importante sonhar, mas com a devida precaução no campo das expectativas. E no caso do Frigoaves, mesmo passando quase 20 anos depois, somos provocados a uma meditação inevitável: o que Carazinho tem que nós não temos para implantar um Frigoaves?
Sobrevivemos até aqui sem os russos, mas se eles optarem por Santa Rosa, que venham o mais rápido possível.