O mês de novembro é tido como um dos mais chuvosos da história. Santa Rosa não fugiu à regra. A enxurrada de domingo passado, no entanto, impressionou pelo seu elevadíssimo índice pluviométrico: choveu uma média de 175 mm em pouco mais de 7 horas. É muita chuva. Nada poderia conter os estragos e, principalmente, as vítimas desabrigadas e desalojadas. No interior, estradas e pontes foram danificadas.
O Governo do Estado auxiliou com o envio de kits (colchões, telhas e cestas básicas) e a Prefeitura, sustentada por um decreto de Situação de Emergência efetuou compras urgentes dispensando licitações. Porém, são recursos insuficientes para atender uma demanda devastadora que envolve carência de alimentos, mobílias e a reconstrução de pelo menos 20 casas. O Estado, que concentra mais recursos, ainda não criou um fundo emergencial que possa expandir auxílios às famílias atingidas. Nenhuma prefeitura está preparada para resolver de uma hora para outra todo o rastro de destruição deixado pela chuva de domingo, dia 22.
A comunidade terá que se apresentar para ajudar. Não baixa de 40 o número de famílias que perderam tudo ou quase tudo o que tinham dentro de suas casas, além das cerca de 20 que perderam inclusive a casa. Faltam materiais de construção, mobília e alimentos. O momento é de sensibilidade e de sensibilização. Os mais sensíveis estão auxiliando e certamente continuarão se doando. E ainda precisam sensibilizar pessoas bondosas, mas que talvez ainda não se deram conta da gravidade da situação.
Não considerem, por favor, um apelo estúpido o que segue. Quando sentarmos à nossa mesa farta, deitarmos em nossas camas confortáveis sob um teto protegido e que Deus permitiu que nada fosse danificado, seria interessante lembrarmos em tais momentos que existem cerca de 120 pessoas que hoje dependem da comunidade para se alimentar, para ter de volta o mobiliário que antes possuíam e suas casas que foram destruídas pelas águas.