TEXTO: Jairo B. Madril
Vitor De Conti cumpriu sua missão na presidência da Acisap. Foi preciso apenas um convite para Ênio Gehn aceitar o desafio de substituí-lo, que por sua vez não teve que se esforçar muito para definir os ocupantes das quatro vice-presidências.
Quando se fala em pouco esforço, é no sentido de que seus convidados, bastante conhecidos pela intensa concentração de tempo em suas atividades, também não o fizeram perder tempo na montagem de sua diretoria.
Toda essa agilidade mostra que o movimento empresarial organizado de Santa Rosa vive um ótimo momento de mobilização. Está azeitado em suas ações, sabe exatamente o que deve ser feito e perseguido. Sob quaisquer ângulos de avaliação, a maioria deles é positiva quando se aborda a organização desse segmento. Apenas um aspecto preocupa, o fato de muitos empresários ainda se questionarem “o que ganharão” se aceitarem o convite de integrar o quadro social da Acisap.
E aí precisamos de novo recitar Antônio Sartori, vice-presidente da Federasul: “os governos só se curvam diante de pressões e só faz pressão quem tem credibilidade e poder de mobilização”. Está aí o grande ganho: uma entidade com poder de pressão em todas as esferas, pronta para agir quando os interesses da classe são afrontados.
Ênio Gehn montou um grupo de comando misto, onde a experiência de dois vice-presidentes se somam ao ímpeto de duas novas lideranças. Pedro Barili, com seus 69 anos, e José Muñoz, com 61 anos, se sentarão à mesma mesa com Orécio Schaefer, de 40 anos e Flávio Grings, 42 anos. A disposição de Barili e Muñoz de continuar lutando por Santa Rosa é de ruborizar as faces de muita gente jovem, alguns com menos de 30 anos, que andam dispensando convites e desafios sob o argumento de que estão cansados (?).