TEXTO: Jairo B. Madril
A diretoria do Clube Concórdia anunciou esta semana que não promoverá bailes de carnaval. O Clube Sete de Setembro de Cruzeiro há mais tempo já deixou de investir em bailes dessa natureza. E a SER Cisne tem programado apenas um baile para a noite de 2 de fevereiro, viabilizado graças à parceria firmada com o Grupo Amizade e Esperança.
Um baile. Um único baile, sem maiores atrativos e sem risco financeiro, porque a banda será rateada entre aqueles que irão se divertir. Esta é a programação carnavalesca dos clubes sociais de Santa Rosa. Só a juventude, mobilizada em seus blocos e concentrada em seus QGs é que movimentará o carnaval que até a década de 80 ainda era um uma das maiores mobilizações de nossa sociedade. A Secretaria Municipal de Cultura, com seu tradicional Baile Popular agendado para a noite de 3 de fevereiro, também contribui para um clima carnavalesco.
É muito pouco se comparado ao passado. Não há culpados, é o novo paradigma imposto pelo livre arbítrio dos santa-rosenses de meia idade que decidiram abandonar os bailes de salão, apesar das insistentes tentativas dos dirigentes de clubes. Nos últimos anos nem apelos motivaram o público e as tesourarias conviveram com continuados prejuízos.
De pijama, em casa, assistindo na televisão o desfile de escolas de samba do Rio e São Paulo, só nos resta relembrar os grandes carnavais de salões onde casais, famílias e grupos de amigos organizavam seus blocos para pular carnaval. Relembrar a figura do Rei Momo e das rainhas, além de aceitarmos uma situação que deve perdurar no futuro. Talvez um dia nossa sociedade retome o que no passado foi tão lindo e vibrante. |