TEXTO: Jairo B. Madril
As entidades empresariais e os camelôs assumem posições, mesmo que divergentes, argumentam e insistem naquilo que buscam nessa polêmica instalada em torno da construção do camelódromo. A Câmara de Vereadores interviu para fazer a mediação de um debate que envereda para a radicalização. O Poder Executivo promoveu uma audiência pública para discutir o projeto, abrindo-se para o diálogo naquela ocasião e mostrando-se disposto agora, após a intervenção da Câmara, a retomar o debate.
Mas o camelódromo não pode ser colocado como uma questão que envolva apenas os interesses dos empresários e dos camelôs. Está faltando gente nesse debate. Vários segmentos do nosso município são representados por conselhos, uns mais atuantes do que outros, mas de certa forma com todos funcionando. Por que o camelódromo não entra na pauta de discussão de determinados conselhos que se identificam o assunto? E as associações de moradores, por que não se posicionam? E os vereadores, individualmente, por que não enriquecem o debate dizendo o que pensam a respeito? E os populares, que convivem com uma imprensa aberta à participação do público, por que não se manifestam? E os consumidores, parte mais importante do processo, por que não encontram uma forma de se posicionar?
O que não vale nesse grande debate é a omissão. E pior: opiniões tardias sobre um eventual desfecho que não contemple aqueles que no momento oportuno dão a entender que não estão interessados no debate.