O Governo Orlando/Sandra já vive seu segundo semestre. Numa avaliação por atacado do semestre inicial, é nítido que muitos fatos foram produzidos. A forma com que o prefeito e sua equipe conduziram as negociações com a Corsan, é um dos fatos que precisa ser acentuado. Foi construído um ótimo acordo, tão bom que hoje serve de subsídio para prefeituras que discutem renovação com a empresa. Orlando mostrou-se um ótimo negociador, inclusive quando cedeu à oposição, que pedia espaço na mesa de negociações.
O que talvez mais fosse esperado pelos eleitores que optaram por Orlando nas eleições majoritárias do ano passado, que era a busca de recursos em Brasília, também ocorreu. Através de suas articulações em Brasília, conseguiu trazer R$ 10 milhões a fundo perdido (que Uruguaiana desistiu para aplicar em obras de saneamento). É uma soma e uma ação expressiva.
Nos seis primeiros meses Orlando provou que, mesmo como prefeito de Santa Rosa, ainda transita com desenvoltura no Governo Lula. Com apoio do deputado federal Henrique Fontana (foi inteligente em se aproximar justamente do líder do Governo na Câmara), abriu portas para grandes eventos locais que carecem de recursos federais, como a Indumóveis, Musicanto e Hortigranjeiros. Sua rede de relacionamento manteve-se intacta nessa esfera, onde comprovadamente não perdeu prestígio.
Espera-se que esse fôlego seja suficiente para viabilizar a liberação de volumes expressivos de recursos para contemplar grandes projetos, como os prolongamentos das avenidas Bráulio de Oliveira e América, e o Centro Cultural.
Já é um governo engrenado. O desgaste vem através de pequenas coisas, se avaliadas no contexto, mas que mexem diretamente com aqueles que estão relacionados com as questões. E aí soma-se uma série de questões, como o entrave criado com a APAE, morosidade na manutenção de boas estradas no interior, iluminação pública... São desgastes inerentes à instituição Prefeitura e a quem comanda a máquina pública. Quanto mais forem contidas tais demandas, melhor ficará a imagem do governo.
Por atacado, a avaliação é positiva: compra de uma área para o distrito industrial moveleiro, ampliação do cemitério de Cruzeiro, desapropriações de terras para viabilizar o prolongamento da Avenida Bráulio de Oliveira e implantação do Orçamento Participativo, entre outras.
Orlando Desconsi não encontra soluções para problemas que ele herdou de seus antecessores, alguns com origem dos tempos de Artur Ambros, primeiro prefeito de Santa Rosa, consolidados por Pautilho Palhares, numa referência direta à complexidade descenal de nosso trânsito, o destino final do lixo, falta de moradias populares, recuperação asfáltica de trechos de fluxo intenso e redes pluviais que inexistem ou carecem de reforma, para citar alguns.
O conjunto de ações mostra um bom começo.