Duas mortes foram registradas nesta semana, uma em Santa Rosa e outra em Três de Maio, ambas com suspeitas de terem sido provocadas pela Gripe A. Naturalmente que os dois fatos deverão elevar o grau de preocupação das pessoas, e por isso, mobilizar cada vez mais a imprensa regional na cobertura da epidemia que ameaça se alastrar.
Para a Empresa Jornalística Noroeste, a questão não é noticiar as mortes e qualquer outra informação relacionada à epidemia. Para nós, o mais importante é de que forma o fato deve ser noticiado e se está contribuindo para o contexto controlado pelas autoridades sanitárias. Sejamos mais claros: não vamos explorar a desgraça humana e nem tampouco alimentar um clima de neurose ou de pânico entre ouvintes e leitores.
Comprovadamente o vírus H1N1 está entre nós. Em Santa Rosa existe um Comitê de combate à Gripe A, do qual implícita e explicitamente a imprensa deve fazer parte. Precisamos ser um instrumento deste Comitê, para que as orientações de prevenção possam chegar da forma mais clara possível junto às famílias. Queremos e estamos ajudando as autoridades sanitárias a esclarecer todos os pontos possíveis da nova doença, mas sem alarde.
Uma comunidade esclarecida jamais entrará em pânico. E pânico se evita com uma cobertura jornalística racional sobre as mortes que estão ocorrendo, sem nenhum cunho sensacionalista. Se não divulgamos mais detalhes sobre o jovem que morreu em Três de Maio com suspeita da nova gripe, e que residia em Santa Rosa, não é por omissão. É por responsabilidade com o coletivo. Pouco importa quem é, onde morava, onde trabalhava, com quem andava. Tais detalhes só dificultariam as ações planejadas pelas autoridades sanitárias, além de criar confusão na cabeça das pessoas.
Queremos dar destaque e informar com riqueza de detalhes as ações de combate à nova doença. Isso sim nos estimula. As mortes eventuais não serão escondidas ou omitidas, mas informadas sem um tom que provoque medo entre as pessoas. Ao invés de medo, o que mais precisamos é buscar conhecer todas as formas de prevenções, dificultando assim o alastramento da epidemia.