O Sindicato da Indústria do Mate do Estado e a Fiergs realizaram estudo dos dados recolhidos pelo IBGE nas últimas duas décadas com relação a cadeia produtiva da erva-mate.
A constatação é de que, após vários anos de recuo, perdendo espaço para outros estados, a cadeia produtiva da erva-mate no Rio Grande do Sul está finalmente apresentando uma estabilidade econômica, mantendo suas posições no mercado nacional e aumentando os negócios externos.
Em 1990, a erva-mate produzida no Estado representava 92,5% do total nacional, que na época alcançou 222,4 mil toneladas.
Já em 2010, quando foram colhidas 425,6 mil toneladas, a participação gaúcha reduziu-se para 61,2%, tendo antes chegado a 46,8% em 2000.
Um dos fatores dessa queda foi o aumento da participação dos outros estados produtores, como Paraná, Santa Catarina e Mato Grosso do Sul.
Outra razão para o declínio gaúcho foi a destruição de ervais tradicionais, localizados em áreas mais planas, como nas regiões de Erechim e Palmeira das Missões, e sua substituição por lavouras de grãos.
Para Antonio Cazzuni, diretor da ervateira Vier, de Santa Rosa, o grande desafio do setor é inserir as novas gerações no hábito de consumir erva-mate.