Qual a história do Felipe?
Nasci em Cerro Largo, mas logo meus pais foram morar em Santo Cristo. Meu pai trabalhou como gerente de TI nas Lojas Quero-Quero e hoje trabalha numa financeira que presta serviços para esta empresa. Minha mãe é professora de história e leciona na Escola Leopoldo Ost. Sou filho único e sempre fui muito ligado à leitura. Quando pequeno não dormia, se não houvesse muita leitura de livros com os meus pais. Frequentei escola a partir dos três anos e aos quatro já estava alfabetizado e não era muito de brincar na rua. Compreendo que, como filho único, fui super-protegido e cheio de atenções da minha mãe. Gosto muito da minha cidade, Santo Cristo, por ser pequena, mas as pessoas são muito empreendedoras e unidas.
Como foi passar em 1° lugar no PEIES em Medicina na Universidade Federal de Santa Maria. Qual foi sua emoção?
A rádio de Santa Maria divulgou a lista dos aprovados e meus amigos logo me ligaram contando. Fiquei muito emocionado, não acreditei. Como sou muito ansioso, fui logo conferir na internet para me certificar. Eu não esperava ficar em 1º lugar, foi uma notícia muito importante para minha vida.
Quanto à prova do PEIES, eu tinha certeza de uma ótima pontuação, estava tranquilo. A redação era minha dúvida, pois é difícil mensurar. No momento também lembrei muito dos dois anos de preparação, que foram de total dedicação. Meus pais ficaram radiantes, muito felizes com o que eu conquistei.
Que saudades você leva dos colegas e professores do Dom Bosco?
Tive sempre uma relação muito próxima com os professores e colegas. No terceiro ano a gente se aproximou muito e vou levar todos no meu coração.
Eles foram fundamentais para sua aprovação em 1° lugar na UFSM em Medicina?
A disponibilidade dos professores, o apoio dos colegas e o amor dos meus pais, tudo foi fundamental.
Como foi sua rotina de estudos para alcançar a aprovação?
No primeiro ano do Ensino Médio, fazia duas vezes por semana aulas à noite e uma vez à tarde, chamamos de reforço. A partir do segundo ano senti que eu não precisava cursinho, que com o meu ritmo de estudos e minha organização para tal, podia chegar aos resultados. Meu ritmo somava oito horas diárias de estudos e utilizava o material do Dom Bosco, material emprestado, internet, vídeo aulas, DVDs, revistas etc. Acumulei uma quantidade muito boa de material e muitos resumos que confeccionei durante dois anos.
Foi difícil escolher a sua profissão?
Desde pequeno a Medicina foi a profissão escolhida. Na minha infância sempre fui muito doente, então acho que me inspirei por aí.
Conte-nos um momento especial que vai levar para sempre com seus colegas?
O último dia de aula foi marcado de muitas emoções e celebrações. Direção, professores, pais, alunos e amigos se encontram para a despedida da nossa turma... foi muito emocionante. Não vou esquecer nunca. Vou sentir sempre saudades.
Você gosta das redes sociais, participa delas?
Se usadas a nosso favor e com moderação, acho uma ferramenta interessante. No processo dos estudos, utilizei a rede social em meu favor, com um grupo de estudo “vestibulandos de Medicina”. Ajudou muito com o intercâmbio e no material.
Escola boa precisa ter?
Professores comprometidos, estrutura de ensino adequada e alunos dedicados e independentes para estudar e buscar conhecimento e material por conta própria.
O que pensa sobre e a educação?
Acho que a educação está com problemas sérios. Como podem pagar mal um educador e não valorizar seu trabalho e a dedicação? O Brasil precisa dar mais atenção à educação. Olha a história da Coreia do Sul, foi toda alicerçada com a educação. Eles são um exemplo a ser seguido.
Mas vejo que os alunos colocam toda a responsabilidade em cima do professor, em relação ao ensino, isso precisa ser revisto.
Você faz alguma atividade física?
Academia, caminhadas e futsal.
Qual o seu conselho para os estudantes que estão se preparando para enfrentar provas, vestibular e concursos?
Conviver e conversar muito com pessoas que passaram e passam por esta situação. Pedir ajuda a quem já estudou como autodidata e ter muito foco. Eu dizia: Quero passar em Medicina na Faculdade Federal de Santa Maria.
Saber estudar é uma arte. Minha sugestão de forma de estudo é ter interdisciplinaridade, estudando história, matemática, ciências, fazendo relações entre elas de forma que se tenha um ganho em conhecimento. Ex: Idade Média, relacionar a história do período, a produção cultural, filosofia, matemática... a partir disso, o estudo fica mais completo e o processo do conhecimento muito mais interessante.
Qual o segredo para ir bem numa prova?
Estudar.
Você gosta de leitura?
Adoro leitura e ela só traz benefícios. Para quem quer prestar vestibular ou outras provas, a leitura aumenta o vocabulário, a visão sobre as coisas, entender do passado, compreender o presente. Leitura é uma forma de estudo. Eu precisava impor um ritmo de estudo e sabia que para prestar as provas, exigia todo esse empenho. O aluno que lê sai na frente.
Qual a matéria que mais gosta?
Química. Professor Omar Köhler, você foi mais que um professor, foi um exemplo. Suas opiniões, seus conselhos serão eternos. Você é um exemplo!
O que procura nos amigos?
Companheirismo e sinceridade.
Uma paixão:
Livros e estudo.
Um projeto que gostaria de realizar?
Ter uma clínica de saúde.
Uma mensagem:
Aos meus pais agradeço o apoio, a compreensão e dedicação, sei que fiquei muito ausente na convivência. Não posso esquecer de agradecer especialmente o financiamento dos livros e materiais. Sou extremamente grato por isso e dedico o “aprovado” a vocês. Obrigado!