- Fortes ruídos na Câmara indicam que o acordo que previa quatro presidentes de partidos diferentes na legislatura que está em curso, começa a perder fôlego.
- Ficou estabelecido no final do ano passado que o PMDB presidiria a Casa em 2009, o PPS em 2010, o PP em 2011 e o PDT em 2012.
- O acordo vem sendo sangrado por três aspectos detectados no convívio entre os 10 vereadores. Um deles é que Paulinho dos Santos está fortemente identificado com o Governo Municipal. É um vereador do PPS, mas pró-PT. Isso não estava no trato ou nas previsões.
- Outro aspecto: Denir Frosi, que era dado certo como candidato do PP para presidir a Câmara em 2011, enfrenta hoje a concorrência de seu colega Douglas Calixto. Ou seja, o próprio PP pode rachar nessa questão.
- E por último (por enquanto), Osório Antunes dos Santos vem criticando Osmar Terra, o que está desagradando o PMDB.
- O PT, que apoiou o “acordão” de quatro anos porque desinflava ânimos contra o Governo Municipal, se rompidos os entendimentos, terá que fatalmente entrar na briga.
- Elvino Bohn Gass vai concorrer à deputação federal pelo PT. Enquanto isso, o mesmo PT local não esconde sua admiração pelo deputado federal Henrique Fontana.
- Fontana produziu um jornal para registrar suas articulações em favor de Santa Rosa e seu convívio fraternal com os petistas daqui.
- Câmara aprovou por unanimidade o projeto que autoriza Orlando Desconsi recontratar a Corsan. O legislativo marcou presença e conquistou espaço no grande debate gerado pelo tema.
- Miro Jesse preside pelo décimo ano consecutivo o PPS. Sua primeira missão será reconquistar Paulinho dos Santos. As relações ficaram estremecidas durante a campanha. Miro apoiou abertamente outro candidato do partido.
- SER Cisne e SER Concórdia, se forem à luta para consolidar quadros sociais que garantam a sobrevivência de cada um, darão com os burros n’água. Não tem tanta gente para manter duas grandes sociedades em Santa Rosa. Os tempos são outros.
- Uma situação constrangedora foi vivida na Câmara esta semana. O prefeito Orlando Desconsi defendia projetos de interesse de seu governo nas comissões competentes na segunda-feira pela manhã, quando foi abordado pelo presidente Cláudio Schmidt. Em outras palavras, Schmidt disse assim: “prefeito, o senhor só pode vir à Câmara discutir com as comissões técnicas em duas situações, quando me comunicar ou quando for convidado pelos respectivos membros. E pelo que sei, nenhuma das duas coisas ocorreu”. Nossa!
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