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Reposicionamento na Câmara de Vereadores não passa despercebido, porque as articulações deixam fortes sinais de rastros.
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Claramente estão surgindo dois blocos distintos. Obviamente que um é de situação e o outro é de oposição.
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Paulinho dos Santos está dormindo em berço esplêndido na relação com o Governo Orlando. O PPS, através de Paulinho, claramente se comporta como um partido situacionista.
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José Albino Rohr, homem reto e sério, teve que pagar um mico esta semana, tudo pela articulação do poder central. Primeiro, associou-se ao projeto de lei de autoria de Valdecir Hemsing, que devolve à Praça da Bandeira seu nome original. Na sessão de quarta-feira, que votou o mesmo projeto, José Albino votou contra a matéria.
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Por que José Albino votou contra? Porque o PDT, depois de tentar convencer o PMDB a fazer com que Valdecir retirasse o projeto que homenageava Getúlio Vargas, ao não obter êxito, passou a ser um parceiro (mordido) disponível ao PT.
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Os dois vereadores do PT votaram contra o projeto de Valdecir. E mais: Orlando fez um discurso pomposo afirmando que estudará uma homenagem definitiva para homenagear a memória de Getúlio Vargas. Atende aos anseios pedetistas.
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Orlando terá maioria na Câmara no número de partidos: serão três siglas de situação, o PT, PPS e PDT, contra duas de oposição, o PP e o PMDB.
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No entanto, voto por voto, Orlando continuará tendo minoria, pelo menos em tese. Serão quatro vereadores situacionistas contra seis oposicionistas.
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O PP e o PMDB estão formando uma aliança na Câmara? Claramente, sim.
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É uma aliança formal de partidos? Oficialmente, não.
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Por que não é uma aliança oficial de partidos? Porque a reserva de ranço entre as duas siglas ainda é muito grande. E também é grande a desconfiança entre ambos.
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Orlando, assegurando o apoio do PDT e do PPS, alcança um ótimo resultado. A partir daí, passa a apostar numa dissidência (possível e até provável) do bloco de oposição, pela falta de tradição na linha de entendimentos.
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Seriam presidentes da Câmara: Cláudio Schmidt em 2009, Paulinho dos Santos em 2010, Denir Frosi em 2011 e Osório Antunes dos Santos em 2012. Isso é o que prevê o acordão firmado no final do ano passado.
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Se os dois blocos que se articulam tornar-se um fato consolidado, o acordão vai para o beleléu e a presidência da Câmara passaria, então, possivelmente, ter a seguinte projeção: Denir (PP) em 2010, Valdecir Hemsing (PMDB) em 2011 e Douglas Calixto (PP) em 2012.
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PP e PMDB unidos? Juntinhos? De mãos dadas? Pensando em 2012? Aqui??? Preciso de um tempo para digerir (e acreditar).