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Contrato entre Prefeitura e Corsan vive seus dias decisivos.
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O PP contribui com três questões e uma contradição. As contribuições dos progressistas: o preço que iremos pagar pela água deve ter critérios claros, um cronograma dos investimentos também deve ser apresentado e a Corsan não deve ganhar de graça o que o município viabiliza através de financiamentos que serão pagos pelos usuários. A posição do PP é semelhante a do PMDB.
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A contradição: o PP quer um estudo sobre a viabilidade técnica e financeira de criação de uma empresa municipal, mas nunca acenou com esse mesmo estudo quando era governo. Pelo contrário, manifestava uma nítida tendência a um processo licitatório, que na prática significaria a privatização dos serviços.
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PP e PMDB têm algo em comum. Ambos, quando governaram Santa Rosa foram vítimas de falsas promessas da Corsan. A Corsan prometeu e não cumpriu. Isso não é sarcasmo. É um alerta.
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O que está em discussão é um contrato de grande magnitude. Sendo assim, nem sempre tudo o que uma parte exige é concedido pela outra. Num contrato tão relevante, só se conclui a negociação se as partes se dispuserem a avançar e recuar.
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Essa humilde ave tem posição firmada. Entre licitar o serviço, que mercantilizaria a água com o natural e já manifestado interesse da Odebrechht, criar uma empresa pública para virar cabide de emprego e fazer da folha de pagamento de pessoal a maior despesa e firmar um contrato com a Corsan, fico com a última.
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Porém, o que mais me preocupa é o passado da Corsan. É uma empresa que promete e não cumpre.
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A Corsan é tão falha nesse aspecto, que nem o investimento que assumiu com Vicini na prorrogação do contrato, foi cumprido.
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Uma vez um advogado, amigo meu, disse que contrato é feito para ser discutido na Justiça. Qual é a segurança que a Corsan nos transmite de que vai honrar todos os compromissos?
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Municipalizar os serviços é sempre o sonho de quem está do lado de fora da Prefeitura (inclusive o PT). Não é uma questão interessante de ser avaliada?
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Orlando vai para um fogo cruzado na segunda-feira, quando discute o contrato com os partidos políticos. PP e PMDB estão irmanados na mesma posição.