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O contrato entre a Prefeitura de Santa Rosa e a Corsan não foi assinado ontem pela manhã, conforme fora acertado na tarde de segunda-feira entre as partes. Estamos diante de uma lambança de fazer zunido.
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Orlando já estava em Porto Alegre na quinta-feira pela manhã e se preparava para se dirigir à solenidade de assinatura, quando foi informado que o ato fora suspenso.
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Versão oficial, vinda de Mário Freitas: a Secretaria de Saneamento, comandada por Marco Alba, esqueceu de convidar secretários estaduais vinculados a Santa Rosa e isso criaria uma situação de constrangimento dentro do Governo Yeda.
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Versão de Orlando: “não era nossa a função de emitir convites para a solenidade, isso era uma responsabilidade da Corsan”.
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Orlando não escondeu sua irritação, porque pela nossa dedução, que vale também como versão, Osmar Terra pessoalmente detonou com a solenidade. Por quê? Porque não fora convidado e tampouco informado que o contrato seria assinado.
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Isso posto, estamos diante de uma briga de cachorro grande (é uma expressão das ruas, jamais depreciativa a nenhuma das partes).
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Até onde Orlando errou em não convidar ninguém daqui para acompanhá-lo à solenidade?
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Até onde Terra errou em se fazer de tão ofendido pelo “desconvite”?
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Orlando diz que via a assinatura do contrato muito mais como um ato prático, do que propriamente um cenário político.
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Tal praticidade, em política, é plenamente contestável. Em política, o que é técnico tem vinculação política e o que é política tem vinculação técnica. São coisas que se amarram. Se interligam.
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A verdade é uma só. A assinatura do contrato com a Corsan, em qualquer uma das situações imagináveis, geraria uma fotografia. Gerando uma fotografia, viraria um fato político.
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Sendo assim, a grande discussão de bastidores, mesmo que as partes jamais afirmem isso, era justamente esta: quem deve e merece sair na foto?
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Em política e para os políticos, sair na foto é muito mais importante do que se possa imaginar.
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Não estamos aqui emitindo juízo de valores, afirmando que um ou outro brigou para sair na foto. O que estamos afirmando é que sair na foto foi o que motivou a suspensão repentina da solenidade de assinatura do contrato.
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O debate sobre a discussão do contrato com a Corsan alcançou uma estrondosa repercussão local e regional. Mas, convenhamos, a divulgação sobre a solenidade de assinatura de contrato não teve nem de longe a mesma ressonância.
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A Assessoria de Imprensa da Prefeitura até quarta-feira à tarde não tinha emitido nenhuma informação sobre o fato. Nem a da Corsan.
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A reviravolta transforma a suspensão da solenidade na maior manchete. Que pena! Tudo por causa da foto.
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Nesse episódio não podemos admitir hipocrisia e qualquer aparente inocência de nenhuma das partes. Não há culpados, nem inocentes. Não há anjos e nem demônios. O que ocorreu na prática foi um choque de interesses e ponto final.
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Em tempo: saibam que em breve o contrato será assinado e todos sairão na foto.