O engenheiro agrônomo e pesquisador da Coopermil, Sergio Schneider, destaca que ao longo dos últimos 31 anos jamais vivemos um período de estiagem seqüencial de dois meses, como ocorreu em dezembro do ano passado e janeiro deste ano.
A atual estiagem pode ser ainda mais excepcional se for levado em conta a previsão dos institutos de meteorologia, que prevê mais dois meses de falta de chuva.
Schneider também observou que a estiagem serve pelo menos para provar que a qualidade de solo mostra-se fundamental para um período como o atual.
O próprio produtor, segundo ele, mostra que onde o solo foi melhor preparado, a qualidade da soja também é melhor.
Parece até que choveu mais nas lavouras com solo qualificado, quando se sabe, ressaltou Sergio Schneider, que não vem chovendo bem para ninguém.
Disse ser bastante nítido que a situação é diferenciada nas propriedades onde os agricultores costumam plantar 25% de milho a cada ano, ou promovendo a rotação de culturas com outras alternativas.